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O apelo das ruas no último domingo (26) pode fazer com que os senadores decidam pela manutenção do Coaf com Moro, diferentemente do que foi definido pela Câmara   João Paulo Machado Qual será o destino do C...

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PANORAMA POLÍTICO: O fim da pasmaceira em Brasília

Publicado por: Redação
28/05/2019 01:21 PM
Agencia Brasil
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O apelo das ruas no último domingo (26) pode fazer com que os senadores decidam pela manutenção do Coaf com Moro, diferentemente do que foi definido pela Câmara

 

João Paulo Machado

Qual será o destino do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)? Fica com o ministro Sergio Moro, na Justiça, ou volta para o ministério da Economia, com Paulo Guedes? A decisão será tomada nesta terça-feira (28) pelo Senado da República.



O apelo das ruas no último domingo (26) pode fazer com que os senadores decidam pela manutenção do Coaf com Moro, diferentemente do que foi definido pela Câmara. E, por incrível que pareça, isso não é uma boa notícia para o governo. 



A possível atitude do Senado pode inviabilizar a reforma administrativa, uma vez que, no caso de qualquer alteração da Casa, o texto volta para análise dos deputados. É aí que mora o problema. A MP vence no dia três de junho, podendo caducar antes de ser novamente analisada pela Câmara.



Mesmo diante do risco, o senador Major Olímpio, líder do PSL na Casa, já deixou claro que lutará para manter o Coaf com Moro. Esperidião Amin (PP-SC) é outro que também está convencido. “Nós não somos Casa de carimbo, como alguns pretendem”, disse o parlamentar à rádio CBN. Esperidião, assim como outros senadores, está preocupado com o enfraquecimento institucional do Senado, que tem recebido as matérias da Câmara com um prazo muito curto para análise.



E preocupação com enfraquecimento institucional é o que não falta no Brasil. Todo mundo quer mostrar poder. Na Câmara, os deputados do ‘centrão’ apostam em uma pauta independente, sem a participação do Executivo, uma espécie de ‘parlamentarismo branco’. No governo, as fichas foram jogadas na ‘pressão popular’. A manifestação do dia 26 deixou claro para alguns parlamentares que Bolsonaro, mesmo com alguns desgastes, ainda tem muita popularidade. O STF, alvo de alguns dos manifestantes pró-governo, segue se intrometendo em questões que não fazem parte da sua seara de competência, como a descriminalização da maconha e a criação de novos tipos penais. 



Mas vejamos pelo lado positivo, mesmo com tantos problemas, a democracia segue mais firme e forte do que nunca. E não será por pasmaceira, marasmo ou tédio que ela morrerá.

 

Fique ligado!

Centrão? Aqui não! O prefeito de Salvador, ACM Neto, comentou as manifestações pró-Bolsonaro de domingo (26). Presidente do Democratas, ele se disse “triste” com os protestos contra o companheiro de partido Rodrigo Maia (DEM-RJ). 



“Colocam Rodrigo como Centrão”, queixou-se ACM Neto. “Vou deixar claro uma coisa: o Democratas nunca será Centrão.”

 

Pressão de extremistas... O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), criticou as manifestações a favor das pautas do governo federal e classificou os participantes do protesto como “extremistas”. 



"Sou filiado ao PR, um partido liberal, independente, não sou movido por pressões de extremistas. Esse tipo de manifestação não influenciará o nosso trabalho. Meu compromisso com a reforma não é por causa das pessoas que estavam protestando nas ruas, e sim, com o Brasil todo", disse o parlamentar à rádio Jornal do Recife (PE).

 

Teve choro... Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal ‘O Globo’, o presidente Jair Bolsonaro foi às lágrimas durante entrevista ao apresentador Danilo Gentili, do SBT. 



Bolsonaro chorou quando relembrou do atentado de que foi vítima no dia 6 de setembro de 2018, ainda na campanha eleitoral. 



A entrevista feita no início da tarde desta segunda-feira (27) vai ao ar na quinta-feira (30). 

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