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Globalmente, quatro em cada cinco entrevistados dizem acreditar que situação piorou nos últimos 12 meses   Para 80% das pessoas ouvidas pela Ipsos na pesquisa Global Advisor em 28 países, o mundo se tornou mais perigoso nos últimos 12 meses. Esse índic...

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Mundo está mais perigoso na percepção das pessoas, segundo pesquisa.

Publicado por: Redação
21/12/2019 06:07 PM
Courtesy Pixabay
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Globalmente, quatro em cada cinco entrevistados dizem acreditar que situação piorou nos últimos 12 meses

 

Para 80% das pessoas ouvidas pela Ipsos na pesquisa Global Advisor em 28 países, o mundo se tornou mais perigoso nos últimos 12 meses. Esse índice é seis pontos percentuais mais alto que o do ano passado.

 

No ranking dos dez países que mais acham que o mundo tem mais perigo agora, nove são nações em desenvolvimento. Lideram a lista Peru (93%), Colômbia (91%), México (89%), Chile (88%), África do Sul (87%), Turquia (87%), Argentina (85%), Brasil (85%), Arábia Saudita (82%) e Grã-Bretanha (81%).

 

Outro dado que confirma a percepção de uma situação pior é o de que menos da metade dos entrevistados (46%) acredita que "há mais coisas melhorando no mundo hoje do que piorando". No Brasil, no entanto, a percepção é de melhora: 62% acreditam que as coisas estão melhorando mais do que piorando.

 

“Tensões ao redor do globo, polarização, acesso mais fácil e a todo momento à informação através de inúmeros meios, são algumas das variáveis que ajudam a compreender porque as pessoas têm a percepção de um mundo mais perigoso. No Brasil, existe um antagonismo entre o maior percentual de sentimento de perigo neste ano em relação ao ano anterior e a percepção de que as coisas estão melhorando, o que mostra nosso otimismo com o futuro e, mais que isso, nosso desejo incessante de melhoria para seguirmos em frente.”, comenta Rafael Lindemeyer, Diretor de Negócios na Ipsos.

 

Maiores ameaças
Globalmente, a maior ameaça detectada pela pesquisa é o medo de ser hackeado para fraude ou espionagem, citada por 75% dos respondentes, com 5 pontos percentuais a mais que no ano anterior. Em seguida, vem o medo de ataque químico ou nuclear, com 68%, o de desastres naturais, com 66%, o de terrorismo, com 65%, e o da violação da segurança pessoal, com 61%.

 

No Brasil, a primeira ameaça da lista também é a de ser hackeado, com índice igual ao global. Em segundo lugar, aparece o medo da violação da segurança pessoal, com 69%, seguido pelo de desastres naturais, com 68%.  

 

“O estudo reforça variáveis que nos preocupam diariamente nos últimos anos: o quanto nossos dados pessoais estão expostos e nos deixam frágeis para fraudes; o quanto o clima e a saúde fazem parte da lista de nossas preocupações; e o quanto os cidadãos esperam um papel do estado, ancorado nos governantes, para que haja um caminho de resolução. Todos clamam por soluções, mas é importante lembrar que fazemos parte da resolução. Somos agentes da mudança também.”, ressalta Lindemeyer.

 

Confiança
Globalmente, a situação em que os entrevistados mais têm confiança de que o governo poderia prover proteção e segurança é no caso de desastres naturais. 56% responderam que os governantes ou suas agências poderiam responder efetivamente a isso. Em seguida, vem a confiança de que uma epidemia na saúde seria solucionada, para 52%, e no caso de um ataque terrorista, para 50%.  

 

Clima
A pesquisa também verificou se os países estão fazendo o que é apropriado e razoável para lutar com a mudança climática. Globalmente, somente 45% dos entrevistados concordaram com a afirmação. A maior confiança vem da China, com 84% de concordância. França é o país que menos concorda, com 21%. O Brasil é o nono país que mais concorda com a afirmação, com 55%.

 

“No contexto de preocupação expresso pelos respondentes a respeito da luta contra a mudança climática, não é surpreendente a influência e presença midiática crescentes de Greta Thunberg, 16 anos, que acabou de ser escolhida como personalidade do ano pela revista norte-americana Time Magazine.”, afirma o diretor.

 

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. 

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