Consumo excessivo de sal pode afetar as células imunológicas | TVSHOPSHOW.com 100% Digital 100% Internet

Um novo estudo mostra que comer demasiado sal pode reduzir a quantidade de energia que as células do nosso sistema imunológico podem produzir, impedindo-as de funcionar normalmente.   Há muito tempo que o consumo excessivo de sal é associado a diferent...

alimentos, chá, açucar, corantes, adoçantes, calorias, massas, receitas, vegano, legumes, frutas, verduras

Consumo excessivo de sal pode afetar as células imunológicas

Publicado por: Redação
08/05/2021 09:21 PM
Courtesy Pixaby
Courtesy Pixaby

Um novo estudo mostra que comer demasiado sal pode reduzir a quantidade de energia que as células do nosso sistema imunológico podem produzir, impedindo-as de funcionar normalmente.

 

Há muito tempo que o consumo excessivo de sal é associado a diferentes problemas de saúde: pressão arterial alta, maior risco de ter um acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, osteoporose, cancro do estômago e doenças renais.

 

“É claro que a primeira coisa em que se pensa é no risco cardiovascular. Mas vários estudos já mostraram que o sal também pode afetar as células imunitárias de várias formas”, disse, em comunicado, Markus Kleinewietfeld, professor associado da Universidade Hasselt, na Bélgica, e um dos autores do estudo.

 

De acordo com o site Live Science, há alguns anos, cientistas descobriram que grandes concentrações de sal no sangue podem afetar diretamente o funcionamento de um grupo de células do sistema imunitário conhecidas como monócitos, que são os precursores dos chamados fagócitos (que identificam e devoram patógenos e células infetadas ou mortas).

 

No novo estudo, publicado a 28 de abril na revista científica Circulation, a equipa conduziu uma série de experimentos para perceber como. Em primeiro lugar, os investigadores analisaram monócitos de cobaias e de humanos, tendo descoberto que, em três horas de exposição a altas concentrações de sal, as células imunitárias produziram menos energia, ou trifosfato de adenosina (ATP).

 

Mais especificamente, os cientistas perceberam que altas concentrações de sal inibem um grupo de enzimas, conhecido como complexo II, na reação em cadeia que produz ATP, o que leva a mitocôndria a produzir menos este nucleotídeo. Com menos ATP (e menos energia), os monócitos amadureceram em fagócitos de aparência anormal.

 

Segundo o mesmo site, a equipa descobriu que estes fagócitos invulgares eram mais eficazes a combater infeções. No entanto, isto não é necessariamente uma boa notícia, já que uma maior resposta imunitária pode levar a mais inflamação no corpo, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de doenças cardíacas.

 

Depois, a investigação conduziu várias experiências em voluntários sendo que, numa delas, participantes saudáveis do sexo masculino tomaram, diariamente, um suplemento de sal de seis mil miligramas (quase três vezes a dose recomendada) durante duas semanas. Noutro teste, um grupo de participantes comeu uma pizza inteira, que continha 10 mil miligramas de sal.

 

Os cientistas concluíram que, depois de comer a pizza, as mitocôndrias destes voluntários produziram menos energia, mas este efeito não durou muito. Oito horas depois, análises ao sangue mostraram que já estavam a funcionar normalmente.

 

“Isto é uma coisa boa. Se tivesse sido uma alteração mais prolongada, teríamos ficado preocupados com o facto de as células não receberem energia suficiente durante um longo período de tempo”, explicou Dominik Müller, outro dos autores do estudo.

 

Porém, a equipa não conseguiu perceber ao certo se as mitocôndrias são afetadas a longo prazo se uma pessoa fizer uma dieta rica em sal de forma consistente. Os investigadores esperam agora entender se este mineral pode ter impacto noutras células, porque as mitocôndrias existem em quase todas as células do corpo humano.

Originalmente Produzido e Publicado por: Planeta ZAP //

Imagens de notícias

Tags:

Compartilhar

Comentários