Investimento em armas nucleares é “receita para aniquilação”

Publicado por: Redação
14/09/2023 06:42 PM
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Teste nuclear realizado em uma ilha na Polinésia Francesa em 1971. Cortesia Editorial Foto: Ctbto
Teste nuclear realizado em uma ilha na Polinésia Francesa em 1971. Cortesia Editorial Foto: Ctbto

Neste mês de agosto, as Nações Unidas marcam o Dia Internacional Contra os Testes Nucleares.

 

Em mensagem para a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que desde 1945, mais de 2 mil testes nucleares causaram sofrimento, envenenaram o ar e devastaram paisagens ao redor do mundo.

 

Legado destrutivo
Para marcar o Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, ele afirma que o mundo “fala com uma só voz para pôr fim a esse legado destrutivo”.

 

O chefe da ONU ainda ressalta um aumento alarmante da desconfiança e da divisão a nível mundial visto neste ano.

 

Para Guterres, a combinação de 13 mil armas nucleares estocadas em todo o mundo e países trabalhando para melhorar a precisão, alcance e poder destrutivo das armas nucleares, é a “receita para a aniquilação”.

 

Ele defende que a proibição juridicamente vinculante dos testes nucleares é um passo fundamental na busca por um mundo livre do tipo de armamento.

 

Segundo o secretário-geral, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, embora ainda não esteja em vigor, permanece como um “poderoso testemunho da vontade da humanidade de afastar de uma vez por todas a sombra da aniquilação nuclear do nosso mundo”.

 

Ele faz um apelo, em nome de todas as vítimas de testes nucleares, para que os países que ainda não ratificaram o Tratado para que o façam imediatamente, sem impor condições, para “acabar com os testes nucleares para sempre”.

 

Contexto
Em dezembro de 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 29 de agosto o Dia Internacional contra os Testes Nucleares, adotando por unanimidade a resolução 64/35.

 

O texto apela pela sensibilização e educação “sobre os efeitos das explosões de testes de armas nucleares ou de quaisquer outras explosões nucleares e a necessidade da sua cessação como um dos meios para alcançar o objetivo de um mundo livre de armas nucleares”.

 

A iniciativa foi liderada pelo Cazaquistão para comemorar o encerramento do local de testes nucleares de Semipalatinsk em 29 de Agosto de 1991.

 

Desde 2010, o dia tem sido comemorado com diversas atividades em todo o mundo, como simpósios, conferências, exposições, concursos, publicações, palestras, transmissões de mídia e outras iniciativas.

 

Assembleia Geral
Nesta terça-feira, o presidente da Assembleia Geral, Csaba Korosi, falou sobre em plenária para a celebração do dia. Em sua mensagem, ele ressaltou que, globalmente, os gastos militares superaram os US$ 2,2 trilhões em 2022.

 

Ele avalia que o mundo está “mais perto do que em qualquer outro momento deste século da catástrofe global”.

 

Para Korosi, o investimento e a modernização contínua das armas nucleares são incompatíveis com os objetivos, aspirações e promessas. Ele adiciona que é necessária uma abordagem centrada no ser humano para o desarmamento.

 

Na mesma sessão, alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, reafirmou que a única forma de evitar a reversão dos ganhos obtidos pelo fim dos testes nucleares é pôr em vigor o Tratado de Proibição de Testes Nucleares.

 

Ela reforçou o chamado do secretário-geral para que os países assinem o documento para garantir que ele possa entrar em vigor e proteger os que sofrem com as consequências dos testes nucleares.

 

A Agência Internacional de Energia Atômica aponta redução de 3,1% para 2,5% no país entre 2010 e 2020; entidade lança novo portal com acesso a dados de países e evolução da indústria nuclear global.

 

O mundo possui 410 usinas de energia nuclear em operação e outras 57 em construção. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, pela Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea.

 

Dentre os países lusófonos, o Brasil é o único que consta na lista, com duas usinas em funcionamento e uma na fase de obras. Em 2020, apenas 2,5% da energia consumida no país vinha de fontes nucleares.

 

Queda no Brasil
O valor apresentou queda em comparação com 2010, quando representava 3,1% do consumo energético. Neste mesmo período, o Brasil ampliou o uso de bioenergia, segundo a Aiea.

 

O objetivo da agência é fornecer informações atualizadas sobre usinas, marcos regulatórios e políticas energéticas, refletindo as atualizações da indústria nuclear global.

 

Com o lançamento da edição de 2023 dos Perfis de Energia Nuclear por País, a Aiea está reformulando uma plataforma web com dados oficiais, integrada ao banco de dados do Sistema de Informação de Reatores de Energia.

 

Acesso a informações
Nela estão resumidos os aspectos organizacionais e industriais dos programas de energia nuclear dos Estados-membros participantes. A base fornece também informações sobre leis e regulações relevantes em cada país.

 

Além dos destaques sobre cada nação, no novo portal, os usuários podem encontrar detalhes específicos dos reatores, tendências históricas e estatísticas globais.

 

Os relatórios dos Perfis de Energia Nuclear por País são atualizados com base em informações fornecidas voluntariamente pelos Estados-membros da Aiea.

 

Com informações Oficiais da ONU

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