Requerida diligência no Polo de Confecção de Rosário no Maranhão

Publicado por: Redação
28/05/2014 09:54 PM
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Na tarde de hoje (27/5), o deputado federal Domingos Dutra deu entrada em requerimento que solicita à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle uma diligência externa no Polo de confecções de Rosário, no Maranhão, para verificar os cemitérios de obras inacabadas e dos distritos de irrigação nos municípios de Palmeirândia, Magalhães de Almeida e São Mateus.


Em 1994, Roseana Sarney, Governadora do Estado do Maranhão, inaugurou o Polo de Confecção prometendo criar 10 mil empregos diretos e exportar roupas para todo o mundo.



Após 20 anos, R$ 300 milhões foram desviados do Banco do Nordeste, 3.600 famílias estão endividadas e o local aonde seria o polo de confecção se transformou em um cemitério composto por prédios deteriorados no meio do mato, onde centenas de máquinas estão apodrecendo em galpões e nenhum metro de roupa foi produzido. Mesmo com todos os indícios de corrupção, não se tem notícias de nenhuma punição aos responsáveis.



“Apesar de o Maranhão segurar sempre como o Estado mais pobre do Brasil, verificamos a existência de verdadeiros cemitérios de obras inacabadas que consumiram milhões de reais que deveriam ter sido aplicados corretamente para gerar renda e emprego para nossa gente. Este é um dos motivos da pobreza extrema da maioria dos maranhenses e da riqueza abundante de uma minoria que há 48 anos desgoverna o Maranhão”, explanou o deputado.



O deputado pede a fiscalização também em três perímetros de irrigação existentes no Estado com quase 20 mil hectares, que apesar do investimento de milhões de reais, se transformaram também em cemitérios de equipamentos e obras deterioradas.



O primeiro é o Distrito de Irrigação da Baixada Ocidental Maranhense (DIBOM), no município de Palmeirândia, totalmente destruído, com maquinários abandonados e com os canais de irrigação deteriorados. O segundo é o Distrito de Irrigação Hidroagrícola São Bernardo, no município de Magalhães de Almeida, também abandonado.



O terceiro é o Projeto Salangô, em São Mateus, onde o derrame de dinheiro público foi escandaloso, expresso em mais de R$ 66 milões.


Domingos Dutra espera que sejam tomadas providências capazes de recuperar os projetos, dimensionar os danos causados ao erário público e identificar os responsáveis.

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